Cloud, “sem querer querendo”

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinFacebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedin

Nessa semana conversando com um potêncial cliente que planeja ter uma solução de site backup de seu ambiente, escutei a seguinte frase: “eu não quero cloud”.

Por mais que o assunto nuvem esteja em meu dia a dia, essa frase me fez pensar:

– O que o meu Cliente pode entender como serviço em Cloud?

A Wikipedia me trouxe a seguinte definição de nuvem:

“O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se à utilização da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores compartilhados e interligados por meio da Internet, seguindo o princípio da computação em grade.”

Em outra fonte, algo mais tecnológico:

“A computação em nuvem, frequentemente mencionada simplesmente como “a nuvem”, é a entrega de recursos de computação on demand—tudo, de aplicativos a datacenters-na Internet, em uma base de pagamento pelo uso.”

Qual a melhor forma de saber? Perguntando! Rsrs

Ele comentou que a grande preocupação é em relação a segurança, que não se sente confortável em ter seus dados armazenados em outra empresa.

Nova dúvida: Onde estava essa preocupação quando contratavamos empresas de Full Outsourcing?

Cloud não é um bicho de sete cabeças! Algumas empresas hospedam seu ambiente em nuvem, e esses fornecedores não informam a localização física, em que país seus dados estão guardados. Mas outros fornecedores tem em seus padrões de trabalho, a transparência, tanto da localização do ambiente (não podem informar a localização de forma precisa, pois esse é um ponto importante na segurança física), como na segurança lógica das informações.

Com certeza, falar isso não vai fazer ninguem perder o receio de uma migração para uma nuvem fornecida por terceiro, não importanto o qual gabaritado esse terceiro seja. Alguns passos são importantes para que essa barreira seja vencida de forma definitiva:

– Cases de sucesso são importantes, a melhor comprovação da qualidade de um serviço, independente qual seja, é o que dizem as pessoas que já consomem. Como um grande restaurante tecnológico, onde uma mosca na sopa (bug) faz com que o Cliente não volte mais;

– No ponto transparência, é muito importante ter de forma bem detalhada o contrato de SLA desse provedor, qual o a garantia de uptime do plano contrato e se existe contingênca. Qual a cobertura de datacenters. Essa cobertura é nacional? Global?

– Em cloud o céu é o limite? Portanto uma hospedagem confiável precisa ter uma auto replicação do que está hospedado, para que, em caso de alguma indisponíbilidade, a outra localidade atenda a necessidade de acesso;

– Muito importante ter uma “degustação” do serviço, ter um período de uso para se sentir confortável com o provedor. Utilizar os serviços de suporte, fazer uso do SLA, gerar situação que precise de intervenção urgente;

– Se o problema é preço, coloque na calculadora, se o valor do investimento mensal cobre os custos atuais. No caso do uso de uma solução de IaaS (Infraestructure as a Service), não apenas se o custo dos servidores é coberto pelo preço do serviço mensal. Mas a manutenção, espaço físico, energia gasta, momentos de indisponbilidade, etc;

No meu ponto de vista, a unica forma de perder o medo é, utilizando o serviço. Não acho que uma migração total para a nuvem seja a solução no primeiro momento, mas começar com algo de menor importância, para que você, seus usuários e seus clientes percebam que um serviço em nuvem é algo tão transparente como a preocupação de onde o seu e-mail pessoal está hospedado.

Cloud em breve vai se tornar mais comum, do que ir ao supermercado da esquina.

Fico por aqui, um grande abraço e até a próxima.

Roberto Amaro
E-mail: contato@robertoamaro.com
LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/robertoamaroibm
Blog: http://www.robertoamaro.com
Twitter: @robertoa_ibm
Skype: robertoa.ibm

Related posts:


Tags: ,

Deixe uma resposta